terça-feira, 8 de novembro de 2011

Como assim?

Não entendo o propósito dessas pessoas de hoje em dia. Vejo colegas meus agindo como crianças, com briguinhas infantis de um falou pro outro, um mundo cheio de fofoquinhas, indiretas, falhas na comunicação que geram uma revolução nas amizades. Vivem uma vida tão fechada, tão sem sentido, banal, superficial. Vivem dessa forma e tudo está bem, não precisam se preocupar com coisas importantes, nunca tiveram um sofrimento grave em suas vidas. Como assim? Vejo colegas meus agindo como revoltados, de saco cheio do mundo e de todos, das infantilidades e das brigas, vejo eles tentando ser adultos e conquistar as liberdades que tanto almejam, mesmo nem sempre tendo a responsabilidade suficiente para isso. Vejo-os procurando uma solução para a vida sem saber o que fazer, sem aceitar as coisas como são, sem compreender como o mundo é do jeito que é e ao mesmo tempo não sendo compreendidos. Procuram a profundidade no proibido, na escapatória, na raiva, na decepção. Como assim? Vejo jovens irresponsáveis, sem ideologia, vivendo de acordo com o sistema, acomodados. Vivendo apenas por viver, para crescer, ter um emprego, conquistar status. Crescendo para ser como seus pais, seus mentores, apenas uma cópia da realidade sem nenhuma crítica, sem nenhuma dúvida, sem nenhuma reflexão. Como assim? Vejo jovens batalhando pelo dia de amanhã, tentando se tornar bons profissionais, tentando sobreviver nesse mundo capitalista e viver a vida, do jeito que for possível. Buscando ideais, buscando conhecer o mundo, buscando fazer o que gostam. Jovens inconformados com a conformidade, procurando o novo, o diferente, criticando tudo, a todos, a si mesmos. Vejo-os procurando seu lugar no mundo sem saber realmente qual é esse mundo e como funciona, mas sempre tentando descobrir, sempre à procura de respostas. Como assim? Vejo pessoas não muito diferentes de mim procurando como ser, como agir, o que fazer. Vejo pessoas cada uma a sua maneira, boa ou ruim, certa ou errada, cada uma do jeito que achar melhor tentando ser, e simplesmente tentando ser. Não entendo essas pessoas, pois não há um modelo específico para estudar, analisar. Para cada defeito de alguém, existe uma qualidade que equilibra ou até supera. Além do fato de que o é bom pra mim, pode não ser para você. Não entendo essas pessoas, mas tudo bem, elas também não devem me entender, nem umas as outras.

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